sexta-feira, 5 de junho de 2026

"Veritatem dixi"!

Há momentos em que se chega a duvidar se o Brasil ainda se enquadra no rol dos países civilizados, dada a estúpida insanidade reinante neste “berço esplêndido”. Contaminado, ademais, pela corrupção deslavada, pela incompetência, pela cruel desfaçatez ou pela simples maldade dos seus dirigentes, a nadarem de braços neste mar pútrido da impunidade. Aqueles que manipulam os cordéis do chamado “sistema”, no afã de se perpetuarem no poder – e no controle perverso e mal-intencionado de um país inteiro – transformam os adversários em inimigos figadais. Quando não absurdamente levados às masmorras perpétuas (um septuagenário morrerá na cadeia antes de cumprir seus 27 anos de pena, obviamente), são ameaçados de morte por enforcamento. Quem está no cadafalso somos todos nós, brasileiros de bom senso. E quem apoia este estado deplorável de coisas, ou se mantém em pérfida “isenção” diante do MAL, é aquele que, voluntariamente, põe a corda em volta do próprio pescoço. Em discurso no qual a embriaguez, pelo poder ou pelo álcool, não sei, um ser dotado de sesquipedal ignorância fez a defesa enfática dos “nossos bandidos” (hão de ser mesmo dele, não meus ou vossos). Não à toa seu maior colégio eleitoral é o dos presídios. E trata o “tal de Mark Rubio” como se não fose ele o Ministro das Relações Exteriores da Nação mais poderosa do mundo. Este sujeito tem o brilho intelectual de um protozoário e a sutileza político-diplomática de um paquiderme. Se quer declarar guerra aos EUA, que o faça apenas em nome da apodrecida praça dos palácios de Brasília. Traidor da Pátria, na verdade, é quem rouba, mente e se utiliza do (monumental) aparato da máquina pública em seu próprio proveito e dos seus apaniguados. Inclusive de alguns, completamente desprovidos de ética e honradez, que não compreendem quão sagrado é o uso de uma toga. A vaidade os transformou em “estrelas”, mas que, no fim, se transformarão em “buracos negros”. Dispomos de segurança jurídica, quando um “supremo” que – salvo duas honrosas exceções – envergonha e constrange aqueles que dedicaram toda a sua vida ao estudo e ao ensino do Direito (mas que não vão se contaminar nem manchar sua reputação em “gilmarpalooza” algum)? Temos segurança pública, se é sabido e ressabido que boa parte do território nacional se acha dominado por perigosas e sanguinárias facções criminosas? Fora ou dentro dessas áreas, qualquer um pode ser assaltado, torturado e morto, caso não siga suas ordens. Queimar casas, veículos, estabelecimentos comerciais, obrigar famílias a saírem de suas casas ou fechar seus negócios (por pequenos que sejam) é terrorismo ou não? Vergonhoso que haja alguém a defender a censura (leia-se “regramento da redes sociais”), em nome da “defesa da democracia”. Nunca vi tanta falta de pouca vergonha na cara! Diante disto tudo, ao escancarar tais realidades – coisa que faço não sem receio, confesso – e sem possuir qualquer arma que não o livre pensar e o livre dizer, concluo que o “terrorista” sou eu. "Veritatem dixi"! (*) Texto do professor e jurista cearense VALMIR PONTES FILHO.